quinta-feira, 8 de maio de 2014

Senado aprova parcialmente projeto que muda regras para criação de municípios

Para cidade nascer, será necessário ter mínimo de habitantes que varia conforme região do País

O plenário do Senado aprovou na última quarta-feira (7) texto-base do projeto de lei que institui novas regras para a criação de municípios no Brasil do senador Mozarildo Cavalcante (PTB-RR). O relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), emitiu parecer favorável ao projeto, mas incluiu emendas apresentadas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
As emendas não foram apreciadas pelo plenário e devem ser votadas na próxima sessão deliberativa da Casa. Elas alteram pontos fundamentais no texto, como o número mínimo de habitantes para um distrito requerer a emancipação e o tamanho mínimo dos municípios. As modificações foram pedidas pelo governo para evitar a criação excessiva de municípios e a pulverização dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios.
Um projeto anterior de Mozarildo para flexibilizar a criação de municípios tinha sido vetado pela presidenta Dilma Rousseff. Para conseguir a aprovação do novo projeto, Raupp e Mozarildo negociaram com o governo para modificar o texto na CCJ.
O relator acatou emendas, modificando para 6.000 o número mínimo de habitantes dos novos municípios nas regiões Norte e Centro-Oeste, contra os limites anteriores de 5.000 e 6.500, respectivamente. O número mínimo passa de 8.500 mil para 12 mil no Nordeste e de 15 mil para 20 mil no Sul e no Sudeste.
Além disso, o relator decidiu adotar mais dois critérios sugeridos pelo governo. Os novos municípios deverão ter área mínima de 200 quilômetros quadrados e arrecadação de pelo menos 10% da média dos municípios do estado. Com isso, Raupp acredita que será possível evitar novos vetos da presidenta Dilma à matéria e nova tensão entre os congressistas e o governo em relação à possibilidade de derrubada desses vetos.
As emendas, no entanto, ainda não foram aprovadas pelo plenário na sessão de ontem. Elas serão avaliadas provavelmente na semana que vem, quando a votação desse projeto será concluída. Os senadores suspenderam a análise do texto porque o quórum estava baixo. Por se tratar de projeto de lei complementar, a aprovação, tanto do texto-base quanto das emendas, requeria maioria absoluta — 41 senadores.

(Extraido de http://noticias.r7.com/)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Comissão do Senado aprova novo projeto sobre criação de municípios


A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje (16) o projeto de lei que trata de novos critérios para a criação, emancipação e fusão de municípios. O texto foi apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) para tirar dúvidas deixadas pelo veto da presidenta Dilma Rousseff a outro projeto dele que tratava do mesmo assunto.
O relatório do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) aprovado hoje é favorável à maior parte da proposta de Mozarildo, mas altera alguns pontos importantes no que se refere aos critérios para a criação de municípios. O principal deles diz respeito ao número mínimo de habitantes do distrito que queira se emancipar.

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Procurando direcionar a criação de municípios para as regiões com menor densidade populacional e maior necessidade de desenvolvimento, o autor do projeto propunha que o número mínimo de habitantes para a emancipação deveria ser 5 mil na Região Norte, 6,5 mil na Região Centro-Oeste, 8,5 mil no Nordeste e 15 mil no Sul e Sudeste.
No entanto, o relator considerou que os números eram insuficientes para evitar os impactos alegados pelo governo para vetar o projeto anterior. Considerando nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o relator alterou os números mínimos para 6 mil nas regiões Norte e Centro-Oeste, 12 mil na Região Nordeste e 20 mil nas regiões Sul e Sudeste.
Além disso, Raupp decidiu adotar dois critérios sugeridos pelo governo. Os novos municípios deverão ter área mínima de 200 km² e arrecadação de pelo menos 10% da média dos municípios do estado. Com isso, ele acredita que será possível evitar novos vetos da presidenta Dilma e tensão dos Congressistas com o governo em relação à possibilidade de derrubada desses vetos. “Creio que tais alterações são suficientes para se chegar a um acordo com o Executivo e lograr a regulamentação de dispositivo constitucional que aguarda 18 anos por regulamentação”, disse o relator.
O novo projeto de Mozarildo Cavalcanti procurou corrigir um vício do projeto anterior, que trata do estímulo para a fusão de municípios. O novo texto previa que os municípios que decidissem se fundir manteriam suas cotas individuais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por 12 anos, a fim de evitar impacto imediato da redução das cotas nas contas públicas.
O relatório de Raupp mantém a proposta e acrescenta uma transição de dez anos após o primeiro período em que as cotas serão reduzidas aos poucos até que atingiam o valor a que o novo município terá direito. Com isso, municípios que decidirem se fundir terão prazo de 22 anos para ajustar as contas à nova realidade de arrecadação do FPM.
O texto aprovado hoje modifica também as regras para a elaboração do Estudo de Viabilidade do Município (EVM), que é realizado no momento da emancipação, fusão, desmembramento ou incorporação. Procurando desburocratizar o processo, o projeto elimina a necessidade de que os tribunais de contas atestem o EVM. Raupp explica que os dados e documentos estarão disponíveis para consulta pública e o estudo poderá ser contestado por quem desejar.
Além disso, ele mantém a proposta do autor que reduz o número de pessoas que precisam assinar o requerimento para criação do município de 10% para 3% da população. Uma vez que o requerimento seja apresentado, um plebiscito será realizado. Se a proposta de emancipação for rejeitada, novo plebiscito sobre o mesmo assunto só poderá ser feito 12 anos depois.
O relatório de Valdir Raupp seguirá para o plenário do Senado. Se for aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados, onde poderá receber alterações. Se isso ocorrer, precisará retornar ao Senado para última análise, antes de seguir para sanção da presidenta Dilma Rousseff.
(Mariana Jungmann - Agência Brasil16.04.2014 - 18h41 | Atualizado em 16.04.2014 - 18h55)


sexta-feira, 11 de abril de 2014

CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS 30/03/2014


Veto de Dilma ainda mobiliza senadores favoráveis a emancipaçõesDeputado cearense, Danilo Forte, relata Comissão Especial na Câmara encarregada de sugerir uma proposta alternativa juntando quatro PECs que já tramitam na Casa tratando da temática da emancipação de municípios
 

Um dos impasses que mais mobiliza o Congresso Nacional, hoje, diz respeito ao veto da presidente Dilma Rousseff, do PT, a projeto de lei aprovado no Senado a matéria que disciplinava a emancipação de distritos no Brasil. A alegativa do Palácio do Planalto é que a proposta, da maneira como está, onera os cofres públicos, trazendo impactos negativos sobre a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica do País. O argumento é rebatido por parlamentares que defendem a proposta aprovada, inclusive na bancada cearense.


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que podem ser criados pelo menos 363 novos Municípios se o veto fosse derrubado pelo Congresso, gerando uma redistribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que ultrapassaria R$ 1 bilhão por ano. A votação da matéria saiu de pauta na última terça-feira para a negociação de uma saída entre parlamentares e o governo, que ainda está em gestação.


Quatro propostas

Na Câmara, onde a rejeição ao veto parece mais forte, uma comissão especial foi criada para buscar uma solução. Escolhido relator, o deputado cearense Danilo Forte, do PMDB, se debruça sobre quatro propostas de emenda à Constituição que tratam do tema como forma tentar uma saída de consenso para o caso.
 

As quatro propostas, segundo Danilo Forte informou ao Blog do Eliomar, no portal O POVO, não tratam do mesmo objeto do projeto de lei vetado pela presidente. Na avaliação dele, são complementares e, até, contribuem para o avanço da questão. A principal das PECs é de autoria do ex-deputado Sérgio Carvalho, à qual foram apensadas propostas dos deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), Giovanni Queiroz (PDT-PA) e Lira Maia (DEM/PA).


O principal foco das propostas é definir o conceito de “população diretamente interessada” a qual deverá ser consultada em plebiscito para a criação de novos estados e municípios, e também facilitar a emancipação de distritos que se encontrem em distâncias excessivamente grandes das sedes de seus respectivos municípios.


O ex-deputado Sérgio Carvalho registra, na justificativa de sua proposta, que as exigências para a criação de novos municípios, inseridas na Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 15, foram de grande importância, dada a “irracional febre de emancipação de distritos que vinha ocorrendo no país”. Entretanto, para ele, se esqueceu da peculiar e grave situação dos distritos que ficam muito distantes das sedes de seus municípios, encarecendo e dificultando (quando não impossibilitando) o acesso dos residentes nestas localidades aos serviços públicos mais essenciais.

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Mobilização

O movimento popular pela Emancipação de Distritos, no Ceará e no Brasil, programa uma grande mobilização para amanhã (segunda-feira), no Km 05 da BR 222, em Tabapuá, Caucaia. É uma forma de pressão para que a PEC do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR) seja colocada em pauta o mais rápido._A concentração acontece a partir de 8 horas, em frente à Lagoa do Tabapuá.
 

Apoio político

Os organizadores anunciam, para o Ceará, uma manifestação pacífica, colocando em pauta a defesa da liberdade de opção por meio de Plebiscito popular de emancipar o Distrito de Jurema e outros em condições de emancipação. É anunciada a presença de deputados federais e estaduais, vereadores de Caucaia e de outros municípios.
 

Novo e grande

O grupo que defende a emancipação da Jurema diz que o novo município já nasceria grande, figurando entre os cinco maiores do Ceará em população e entre os dez primeiros em economia. Seu coeficiente seria de 3.6 do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) enquanto que Caucaia permanecerá com 4.0, maior coeficiente para esta Transferência Constitucional.

 

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28.04, O DIA D do Movimento Emancipalista Brasileiro




EMANCIPACIONISTAS LIDERES DE TODO O BRASIL DIA 18/03/2014 EM BRASILIA TEVE UM GRANDE CONGRESSO COM MAIS DE MIL LIDERES DE TODO BRASIL E FOI DECIDIDO COM A UNAMINIDADE QUE DIA 28/04/2014 AS SETE HORAS DA MANHÃ TODO O BRASIL VAI PARAR EM TODAS AS REGUIÕES QUE EXISTIR PEDIDO DE EMANCIPAÇÃO VAI FAZER UM EVENTO PARA MARCAR O DIA UM PROTESTO TUDO PARA CHAMAR A ATENÇÃO DOS POLITICOS QUE ESTÃO TRATANDO OS EMANCIPACIONISTAS COM DESPRESO, VAMOS MOSTRAR QUEM SOMOS.

quinta-feira, 20 de março de 2014

DADOS POULACIONAIS DO CRATO E SEUS DISTRITOS



CRATO - CE

População estimada 2013     126.591
População 2010          121.428
Área da unidade territorial (km²)     1.176,467
Densidade demográfica (hab/km²)   103,21
Código do Município  2304202
Gentílico         cratense




DISTRITOS 

1.DISTRITO DE PONTA DA SERRA - CRATO - CE 8.971 HABITANTES –CENSO 2010
2. Dom Quintino - Crato - CE 2.469
3. Monte Alverne - Crato - CE 2.382
4. Baixio das Palmeiras - Crato - CE 2.428
5. Belmonte - Crato - CE 1.798
6. Campo Alegre - Crato - CE 2.002
7. Bela Vista - Crato - CE 2.625
8. Santa Fé - Crato - CE 4.293

9.Santa Rosa - Crato - CE 1.268

CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS NO CEARÁ


Na  Região Metropilitana do Cariri três distritos esperam ansiosos pela decisão do Congresso Nacional  em resolver se derruba o Veto Presidencial ao Projeto de Lei que propõe devolver para as Assembléias  Legislativas dos Estados  a competência de legislar sob a criação de municípios, ou se acata o  projeto substituto do Governo com critérios mais rígidos, em especial o que determina a população mínima , que no caso do Nordeste passa de 8 oito mil e quinhentos  para quinze mil.
Os três distritos citados estão na relação dos 30 projetos aprovados pela Assembleia Legislativa do Estado , ainda em 2010, após terem sido submetidos ao estudo de viabilidade econômica  realizado pela Comissão de Triagem da referida casa.
Vale dizer  que essa discussão já foi adiada pela segunda vez entre  fevereiro e março deste ano, numa manobra liderada pelos líderes do Governo


Vejamos  os dados populacionais destes três distritos.

CRATO - CE
População estimada 2013     126.591
População 2010          121.428
Área da unidade territorial (km²)     1.176,467
Densidade demográfica (hab/km²)   103,21
Código do Município  2304202
Gentílico         cratense





DISTRITO DE PONTA DA SERRA - CRATO - CE 8.971 HABITANTES –CENSO 2010





EM MAURITI - MAURITI - CE

População estimada 2013     45.640
População 2010          44.240
Área da unidade territorial (km²)     1.049,488
Densidade demográfica (hab/km²)   42,15
Código do Município  2308104
Gentílico         mauritiense


DISTRITO DE PALESTINA DO CARIRI - MAURITI - CE 6.119 habitantes




EM MISSÃO VELHA - CE
População estimada 2013           35.056
População 2010               34.274
Área da unidade territorial (km²)           645,703
Densidade demográfica (hab/km²)        53,08
Código do Município    2308401
Gentílico            missanvelhense



DISTRITO DE JAMACARU - MISSÃO VELHA - CE 10.107HABITANTES


 

Congresso adia mais uma vez análise de veto sobre criação de novos municípios


18/03/2014 22:44


O Congresso Nacional mais uma vez não conseguiu acordo pra analisar os vetos presidenciais em pauta. A sessão desta terça-feira foi a segunda em que o primeiro dos vetos impediu o andamento da votação. É um veto total feito pela presidenta Dilma Rousseff à proposta que regulamenta a criação de municípios. A proposta possibilitaria a criação de cerca de 400 cidades, e o Executivo vetou o texto com a justificativa de que despesas poderiam ser criadas sem as receitas equivalentes. 
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Sessão do Congresso Nacional para análise e votação de 12 vetos presidenciais
Sessão para análise de 12 vetos presidenciais
O senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, presidiu a sessão em que nada foi votado, e abriu o encontro lendo carta enviada pelos senadores, que não compareceram ao Plenário, afirmando que estavam em obstrução. A obstrução do Senado interessa ao governo, que busca adiar essa votação, e negociar a aprovação de projeto alternativo, com regras diferentes pra criação das cidades, dependendo da região do país.
Líder do governo no Congresso Nacional, o senador José Pimentel ressaltou que a decisão de não votar partiu não apenas da base aliada, mas também da oposição.
"É uma posição de todos os líderes do Senado, da base do governo e da oposição. E isso é uma continuidade da sessão anterior, em que todos os líderes da Câmara obstruíram a votação. Estamos trabalhando pra ter um acordo de procedimento e de votação."
A sessão do Congresso, com apenas discursos parlamentares, foi acompanhada por manifestantes que pediam a derrubada do veto. O líder da minoria na Câmara, deputado Domingos Sávio, criticou a decisão dos senadores.
"É um atentado contra a democracia. Isso é algo inusitado, nós vermos um senador abrir uma sessão dizendo que, premeditadamente, antes de sequer abrir a sessão, abrir a discussão, o Senado decide obstruir a sessão do Congresso Nacional, ou seja, decide impedir que o Congresso Nacional funcione."
Autor do projeto vetado, o deputado Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, afirmou que vai apresentar um novo projeto pra regulamentar a criação de cidades, e que terá de ser aprovado nos próximos trinta dias, antes de nova reunião do Congresso pra análise de vetos.
Mais cedo, em sessão apenas da Câmara, os deputados aprovaram proposta que cria gratificação pra membros do Ministério Público e juízes federais. O projeto vai ao Senado.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Paula Bittar