sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Congresso terá que apreciar vetos presidenciais depois do recesso


O Congresso Nacional retoma as atividades em 2014 com seis vetos presidenciais em pauta. A partir de 18 de fevereiro, os parlamentares começam a analisá-los e seus votos passam a ser, pela primeira vez, nominais e abertos. Conforme acordo firmado entre Câmara e Senado, as votações ocorrem na terceira terça-feira de cada mês.
O mais polêmico dos vetos encabeça a lista. Trata-se do projeto de lei complementar (416/08) sobre a criação de municípios, que está proibida por emenda constitucional desde 1996. A proposta foi vetada integralmente pela presidente Dilma Rousseff. O Planalto argumenta que o texto contraria o interesse público porque a expansão do número de municípios resultaria em aumento de despesas, sem a contrapartida de receitas. Segundo sustentaram técnicos da área econômica, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma pulverização na repartição do Fundo de Participação dos Municípios, prejudicando, principalmente, as cidades menores e com maiores dificuldades financeiras.
Para o coordenador da Frente Parlamentar Mista de Apoio à Criação de Novos Municípios esse veto deverá ser derrubado. De acordo com o deputado José Augusto Maia (Pros/PE), a matéria foi amplamente discutida e a conclusão foi pela necessidade urgente da regulamentação da lei que trata não apenas da criação, como também da incorporação, desmembramento e fusão de municípios.
"Essa lei é muito importante para aqueles municípios mais distantes, daqueles que cresceram e se desenvolveram. E uma coisa muito importante que a gente diz a todos é que se essa lei existisse há 17 anos, quando foi proibida a criação, fusão e a incorporação e desmembramento dos municípios, mais de 2.500 municípios não teriam sido criados no Brasil porque se criava aleatoriamente, sem critérios econômicos, sem nada. Era uma questão mais política, criou-se uma farra."
Já o deputado Sibá Machado, do PT do Acre, diz acreditar que o veto à lei de criação de municípios deverá ser mantido.
"Porque há um cenário muito forte dos congressistas que novos municípios hoje, só em alguns poucos casos, ainda cabe a criação de novos municípios no Brasil. Com essa situação, a minha impressão é que dificilmente poderá derrubar o veto da presidenta sobre essa matéria."
Além da criação de municípios, também foram vetadas partes do projeto (PL 7639/10) que regulamenta o funcionamento das Instituições Comunitárias de Educação Superior. É o caso do artigo que garantia às instituições apresentar proposta de prestação de serviço público sempre que o Estado pretendesse ampliar ou oferecer novo serviço. Segundo a justificativa do governo, o dispositivo impõe entraves à criação de novas instituições públicas de educação superior, podendo prejudicar a expansão da rede pública federal.
Outro veto presidencial atingiu a proposta (PL 4268/08) que tornava obrigatória a pintura de faixas de pedestres em um raio de um quilômetro em torno de escolas públicas e privadas situadas em área urbana. Para a presidente Dilma, o projeto não considera critérios técnicos nem as necessidades concretas para sua implementação, além de não levar em conta a vontade da população envolvida e impor gastos aos municípios.
O último veto da pauta do Congresso do dia 18 de fevereiro também foi integral. O projeto (PL 7191/10) trata da regulamentação da profissão de motorista de veículos de emergência. O governo justificou que a proposta estabelece gastos excessivos, sobretudo para pequenos municípios e empregadores.
Em 18 de março, outros 22 vetos vão entar na pauta do Congresso.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Idhelene Macedo

sábado, 21 de dezembro de 2013

EMANCIPAÇÕES: O SONHO NÃO ACABOU



Os coordenadores da (UBDNMU) União Brasileira em Defesa da Criação de Novos  Municípios, informando que em razão das festividades natalinas do fim de ano  a presença de deputados e senadores da câmara e do Senado é baixa,  e corre-se  o risco do movimento  ser derrotado, e  em virtude do fatos  os enfrentantes fizeram um acordo com o Senado e a Câmara de que será no dia 18/02/2014 a sessão do Congresso Nacional para análise do Veto Presidencial do Projeto de lei que propõe critérios mínimos para criação de novos municípios no Brasil.  então todos estão convocados para dia 18/02/2014 às10 horas enfrente do Senado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

criação de novos municípios - veto

01 Dez 2013 . 12:00 h . Dhyene Brissow . portal@d24am.com
José Nunes acredita que o veto é uma estratégia da presidente para não perder votos em 2014, já que a criação de municípios enfrenta a polêmica da divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Manaus - O veto da presidente Dilma Roussef (PT) ao projeto que devolve às Assembleias Legislativas a competência de criar municípios pegou de surpresa não apenas os parlamentares que já se mobilizavam nos parlamentos estaduais, mas também quem, há mais de 10 anos, iniciou a mobilização pela aprovação da proposta no Congresso.

Em entrevista ao Portal D24AM, o vice-presidente da União Brasileira em Defesa da Criação de Novos Municípios (UBDCNM), José Nunes, se revelou decepcionado com o veto e acredita que o veto é uma estratégia da presidente para não perder votos em 2014, já que a criação de municípios enfrenta a polêmica da divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Uma manifestação da UBDCNM está marcada para o dia 17 de dezembro, em Brasília.

Vocês esperavam que a proposta de criação de municípios fosse vetada integralmente?
Não. Essa proposta atendia os requisitos da vontade da presidente Dilma (Roussef). Nós queríamos comunidades com uma população de 5 mil. Mas a presidente não. Ela queria localidades com condições financeiras e plebiscito nas cidades envolvidas. No fim, depois de muita luta, chegamos à conclusão de que era melhor uma lei ruim do que não ter lei e aceitamos a proposta da presidente. Sabíamos que se houvesse mudanças no projeto, ela vetaria. Tanto que, na Câmara, tinha 23 alterações e conseguimos retirar 20 e depois convencemos o deputados a retirar as outras três. Sabíamos que, se não fosse assim, ia ser vetado. Agora, o governo faz um projeto desse, discutindo com a população, e ela veta sem mais nem menos. Não dá nem para discutir uma coisa dessa. Não tenho palavras para descrever.

Qual foi a sua reação ao receber a notícia de que a presidente Dilma tinha vetado o projeto?
A reação dos líderes foi de muita tristeza. Tínhamos a convicção de que esse projeto seria aprovado. Nós sabemos que a política é corrupta, desleal, mas não sabíamos que era nessa envergadura. Acreditamos que existem outros fatores que cooperaram para essa decisão.

Que fatores?
Ela não fez isso pelo povo, ela fez isso pela política. Perderia muitos votos por causa da divisão do FPM. Deixando todo o peso político nas costas de deputados e senadores fica melhor para ela.

Que tipo de conseqüências vocês preveem para as comunidades que esperam emancipação?

Continuarão em situação de abandono. Quem tem mais poder aquisitivo vai embora. Ficarão apenas os de menor poder aquisitivo e que, geralmente, sofrem mais porque não têm serviços de saúde, educação, segurança. Existem casos de emancipações desnecessárias, mas tem casos que são para ontem. Casos de urgência. E a única esperança de eles continuarem lá era a aprovação dessa proposta.

Que medidas vocês tomarão a partir de agora?
Nós teremos uma reunião com o (ex-presidente) Lula e estamos conversando com os deputados e senadores.

Por que com o Lula?
Apesar de ele não estar na presidência, tem contato com várias pessoas no Congresso. Ele tem um poder político que pode nos ajudar. Queremos colocar todo peso possível dentro do Congresso para derrubar este veto. Vamos reunir, em Brasília, representantes de todas as comunidades que buscam emancipação para pedir apoio. Se eles derrubarem o veto ganharão nosso apoio ano que vem. Estaremos na rua para apoiar os parlamentares que defenderem a nossa causa.

Que tipo de mobilização a entidade pretende fazer nos Estados?
Ainda estamos entrando em contato com os líderes. Começamos pelo facebook e pelo blog, convocando as lideranças (comunitárias), mas os representantes de cada Estado entram em contato com os líderes estaduais. Já está certo para nós estarmos em Brasília.

O senhor falou aos jornais que ia invadir o Congresso, será uma manifestação pacífica?

Quando a presidente vetou, o pessoal queria fechar a rodovia, fazer caravana. Tem líder que já está meio desequilibrado, mas estamos orientando que não façam nada porque, se a presidente chamar os parlamentares para não derrubar o veto, vai ‘quebrar nossas pernas’. Se houver algo nesse sentido (manifestação), não será com o nosso aval. Se fizermos algo que venha a denegrir a imagem da presidente, isso pode voltar contra nós. Tem que ser um trabalho ordeiro, inteligente. Nós precisamos dela porque, se ela estiver contra nós, nós perdemos.

Vocês acreditam que os senadores e deputados derrubarão este veto?
Acreditamos que sim. Eles já votaram a favor uma vez e vão votar de novo. Eles conhecem a situação de todas as comunidades e sabem que isso não vai prejudicar ninguém, muito menos o Estado e a União. A discussão em torno do FPM é menor que a necessidade dessas poucas comunidades abandonadas.

link.

http://www.d24am.com/noticias/politica/dirigente-da-uniao-em-defesa-de-novos-municipios-se-decepciona-com-veto-de-dilma/101302

Criação de Novos Municípios


LEI VETADA | Guido Mantega escreveu que criação de municípios poderia prejudicar a sustentabilidade fiscal do Brasil


Comissão quer ouvir ministro sobre veto
A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da da Amazônia aprovou na quarta-feira requerimento para convidar o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, a prestar esclarecimentos sobre os motivos
que o levaram a informar que “a criação de municípios seria uma medida que prejudicaria a sustentabilidade fiscal do Brasil”.
A argumentação apresentada pelo Ministério da Fazenda resultou no veto ao Projeto de Lei Complementar 416/08, do Senado, que regulamenta
os procedimentos para a criação, incorporação, fusão e desmembramento
de municípios, estabelecendo critérios como viabilidade financeira, população mínima e plebiscito do qual participaria toda a população. O
veto 505/13 foi publicado no último dia 14 pela Presidência da República.
O deputado que sugeriu a vinda do ministro, Giovanni Queiroz (PDT-
-PA), disse que quer ouvir explicações de como a criação de cerca de
100 ou 200 municípios impactaria negativamente na sustentabilidade
fiscal e na estabilidade macroeconômica do Brasil.
“A declaração é conflitante, principalmente com a prática do governo
de aumento expressivo do número de ministérios, e, consequentemente,
de cargos em comissão. De que modo a criação de municípios prejudicará
a economia se já existem gastos  expressivos para a manutenção de
39 ministérios?”, questionou o deputado.
Despesas - A justificativa do ministério que resultou no veto da presidente Dilma Rousseff aponta ainda que a expansão do número de municípios no País resultaria em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura administrativa e representativa, e que esse crescimento
não seria acompanhado por receitas equivalentes.
Também ressalta que haveria maior fragmentação na repartição
dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que prejudicaria principalmente as cidades menores e com maiores dificuldades
financeiras. Ainda não há data marcada para a vinda do ministro.


Giovani Queiroz discorda de veto a projeto sobre novos municípios


O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) criticou o veto da Presidência
da República ao projeto de lei complementar que regula a criação
de municípios no Brasil. Segundo o parlamentar, não se criam municípios
no País há 17 anos, desde que uma emenda à Constituição exigiu
a iniciativa. “Conhecemos o interior e sabemos que os povoados de 15
mil habitantes já precisavam estar emancipados para que o poder público
mais próximo do cidadão pudesse atender anseios e demandas em
educação, saúde, transporte”, disse.
Giovani Queiroz informou que os dois menores municípios do País possuem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que estão entre os
melhores. Para o deputado, é preciso descentralizar a administração. “Na
Alemanha há municípios de 180, 200 habitantes. O país é a terceira maior
economia do mundo, com 12.356 municípios. A Alemanha tem uma
área territorial de quase 358 mil quilômetros quadrados, do tamanho de
São Paulo. Nós, com um território 25 vezes maior do que a da Alemanha,
temos apenas 5.600 municípios.”

Extraido do Jornal da Câmara Federal

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI DE CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS – 2013



EM MAIO
07/05/2013 -  aprovação de regime de urgência pela Câmara
O Plenário aprovou, por 399 votos a 19 e 1 abstenção, o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar 416/08, do Senado, que estabelece regras para a criação, a incorporação e o desmembramento de municípios.
A votação do mérito do projeto ficou para a próxima terça-feira (14), pois o texto ainda depende de negociações devido à apresentação de emendas.
EM JUNHO
APROVAÇÃO PELA CÂMARA EM 04.06.2013
A Câmara aprovou nesta terça-feira (4) um projeto que regulariza a criação de 57 municípios e abre brecha para outros 400 sejam criados. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 416/08 estabelece normas para a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de cidades. Com a aprovação, o texto segue para o Senado pelas modificações feita em plenário.
Na prática, a proposta abre caminho para a criação de novos municípios, impedida por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2008, que condiciona a liberação de novos entes municipais à aprovação de uma lei complementar pelo Congresso.
EM OUTUBRO
APROVAÇÃO NO SENADO DIA 16.10.2013.
O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (16), o texto substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002, que estipula novas regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. O projeto, de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovado com 53 votos a favor, 5 contrários e 3 abstenções.
EM NOVEMBRO
VETO DA PRESIDENTE EM 12.11.2013

Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1 do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei n 98, de 2002 - Complementar (n 416/08 Complementar na Câmara dos Deputados), que "Dispõe sobre o procedimento para a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, nos termos do § 4 do art. 18 da Constituição Federal".
VETO PRESIDENCIAL

Só poderá vetar por 2 motivos:
1º- Entender que o projeto de lei é inconstitucional;
2º- Entender que o projeto de lei é contrário ao interesse público.

•           Ao vetar, o Pres. Republica terá que encaminhar, em 48 horas, os motivos do veto ao Presidente do Senado
•           O Congresso, em sessão conjunta, tem 30 dias para apreciar o veto
•           O veto poderá ser rejeitado pela maioria absoluta
•           Se o veto for mantido arquiva-se o projeto de lei.
•           Se o veto for rejeitado vai para o Presidente da República promulgar.
•           Se não promulgar em 48 horas vai para o Presidente do Senado.
•           Se não promulgar em 48 horas vai para o Vice-Presidente da Câmara, que será OBRIGADO a promulgar o projeto de lei

Dilma veta projeto que regulamentava criação de municípios

14/11/2013 - 16h28 Sanções/Vetos - Atualizado em 14/11/2013 - 16h28


 
Da Redação
A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002,  que regulamentava a criação de municípios. A proposta, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovada no Plenário do Senado no dia 16 de outubro.
No despacho presidencial ao Congresso, publicado nesta quinta-feira (14) no Diário Oficial da União, Dilma diz que a proposta contraria “o interesse público”. O projeto foi devolvido ao presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que terá de colocar o veto para a análise dos deputados e senadores.
Segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda ponderou que a medida permitiria “a expansão expressiva do número de municípios no país, resultando em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura administrativa e representativa”. O ministério argumentou, ainda, que o crescimento de despesas não seria acompanhado por receitas que permitissem a cobertura dos novos gastos.
Além disso, os técnicos da área econômica destacaram que, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que prejudicaria principalmente as cidades menores e com maiores dificuldades financeiras.

Com informações da Agência Câmara

PRESIDENTA DILMA VETA PROJETO LEI SOBRE CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS.



Senhor Presidente do Senado Federal

Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1 do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei n 98, de 2002 - Complementar (n 416/08 Complementar na Câmara dos Deputados), que "Dispõe sobre o procedimento para a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, nos termos do § 4 do art. 18 da Constituição Federal".
Ouvido, o Ministério da Fazenda manifestou-se pelo veto ao projeto de lei complementar conforme as seguintes razões:
"A medida permitirá a expansão expressiva do número de municípios no País, resultando em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura administrativa e representativa. Além disso, esse crescimento de despesas não será acompanhado por receitas equivalentes, o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica. Por fim, haverá maior pulverização na repartição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios - FPM, o que prejudicará principalmente os municípios menores e com maiores dificuldades financeiras."
Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram vetar o projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/61709381/dou-edicao-extra-secao-1-13-11-2013-pg-2