Os coordenadores da (UBDNMU) União Brasileira em Defesa da Criação de Novos Municípios, informando que em razão das festividades natalinas do fim de ano a presença de deputados e senadores da câmara e do Senado é baixa, e corre-se o risco do movimento ser derrotado, e em virtude do fatos os enfrentantes fizeram um acordo com o Senado e a Câmara de que será no dia 18/02/2014 a sessão do Congresso Nacional para análise do Veto Presidencial do Projeto de lei que propõe critérios mínimos para criação de novos municípios no Brasil. então todos estão convocados para dia 18/02/2014 às10 horas enfrente do Senado.
sábado, 21 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
criação de novos municípios - veto
01 Dez 2013 . 12:00 h . Dhyene Brissow . portal@d24am.com
José Nunes acredita que o veto é uma estratégia da presidente para não perder votos em 2014, já que a criação de municípios enfrenta a polêmica da divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Manaus - O veto da presidente Dilma Roussef (PT) ao projeto que devolve às Assembleias Legislativas a competência de criar municípios pegou de surpresa não apenas os parlamentares que já se mobilizavam nos parlamentos estaduais, mas também quem, há mais de 10 anos, iniciou a mobilização pela aprovação da proposta no Congresso.
Em entrevista ao Portal D24AM, o vice-presidente da União Brasileira em Defesa da Criação de Novos Municípios (UBDCNM), José Nunes, se revelou decepcionado com o veto e acredita que o veto é uma estratégia da presidente para não perder votos em 2014, já que a criação de municípios enfrenta a polêmica da divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Uma manifestação da UBDCNM está marcada para o dia 17 de dezembro, em Brasília.
Vocês esperavam que a proposta de criação de municípios fosse vetada integralmente?
Não. Essa proposta atendia os requisitos da vontade da presidente Dilma (Roussef). Nós queríamos comunidades com uma população de 5 mil. Mas a presidente não. Ela queria localidades com condições financeiras e plebiscito nas cidades envolvidas. No fim, depois de muita luta, chegamos à conclusão de que era melhor uma lei ruim do que não ter lei e aceitamos a proposta da presidente. Sabíamos que se houvesse mudanças no projeto, ela vetaria. Tanto que, na Câmara, tinha 23 alterações e conseguimos retirar 20 e depois convencemos o deputados a retirar as outras três. Sabíamos que, se não fosse assim, ia ser vetado. Agora, o governo faz um projeto desse, discutindo com a população, e ela veta sem mais nem menos. Não dá nem para discutir uma coisa dessa. Não tenho palavras para descrever.
Qual foi a sua reação ao receber a notícia de que a presidente Dilma tinha vetado o projeto?
A reação dos líderes foi de muita tristeza. Tínhamos a convicção de que esse projeto seria aprovado. Nós sabemos que a política é corrupta, desleal, mas não sabíamos que era nessa envergadura. Acreditamos que existem outros fatores que cooperaram para essa decisão.
Que fatores?
Ela não fez isso pelo povo, ela fez isso pela política. Perderia muitos votos por causa da divisão do FPM. Deixando todo o peso político nas costas de deputados e senadores fica melhor para ela.
Que tipo de conseqüências vocês preveem para as comunidades que esperam emancipação?
Continuarão em situação de abandono. Quem tem mais poder aquisitivo vai embora. Ficarão apenas os de menor poder aquisitivo e que, geralmente, sofrem mais porque não têm serviços de saúde, educação, segurança. Existem casos de emancipações desnecessárias, mas tem casos que são para ontem. Casos de urgência. E a única esperança de eles continuarem lá era a aprovação dessa proposta.
Que medidas vocês tomarão a partir de agora?
Nós teremos uma reunião com o (ex-presidente) Lula e estamos conversando com os deputados e senadores.
Por que com o Lula?
Apesar de ele não estar na presidência, tem contato com várias pessoas no Congresso. Ele tem um poder político que pode nos ajudar. Queremos colocar todo peso possível dentro do Congresso para derrubar este veto. Vamos reunir, em Brasília, representantes de todas as comunidades que buscam emancipação para pedir apoio. Se eles derrubarem o veto ganharão nosso apoio ano que vem. Estaremos na rua para apoiar os parlamentares que defenderem a nossa causa.
Que tipo de mobilização a entidade pretende fazer nos Estados?
Ainda estamos entrando em contato com os líderes. Começamos pelo facebook e pelo blog, convocando as lideranças (comunitárias), mas os representantes de cada Estado entram em contato com os líderes estaduais. Já está certo para nós estarmos em Brasília.
O senhor falou aos jornais que ia invadir o Congresso, será uma manifestação pacífica?
Quando a presidente vetou, o pessoal queria fechar a rodovia, fazer caravana. Tem líder que já está meio desequilibrado, mas estamos orientando que não façam nada porque, se a presidente chamar os parlamentares para não derrubar o veto, vai ‘quebrar nossas pernas’. Se houver algo nesse sentido (manifestação), não será com o nosso aval. Se fizermos algo que venha a denegrir a imagem da presidente, isso pode voltar contra nós. Tem que ser um trabalho ordeiro, inteligente. Nós precisamos dela porque, se ela estiver contra nós, nós perdemos.
Vocês acreditam que os senadores e deputados derrubarão este veto?
Acreditamos que sim. Eles já votaram a favor uma vez e vão votar de novo. Eles conhecem a situação de todas as comunidades e sabem que isso não vai prejudicar ninguém, muito menos o Estado e a União. A discussão em torno do FPM é menor que a necessidade dessas poucas comunidades abandonadas.
link.
http://www.d24am.com/noticias/politica/dirigente-da-uniao-em-defesa-de-novos-municipios-se-decepciona-com-veto-de-dilma/101302
José Nunes acredita que o veto é uma estratégia da presidente para não perder votos em 2014, já que a criação de municípios enfrenta a polêmica da divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Manaus - O veto da presidente Dilma Roussef (PT) ao projeto que devolve às Assembleias Legislativas a competência de criar municípios pegou de surpresa não apenas os parlamentares que já se mobilizavam nos parlamentos estaduais, mas também quem, há mais de 10 anos, iniciou a mobilização pela aprovação da proposta no Congresso.
Em entrevista ao Portal D24AM, o vice-presidente da União Brasileira em Defesa da Criação de Novos Municípios (UBDCNM), José Nunes, se revelou decepcionado com o veto e acredita que o veto é uma estratégia da presidente para não perder votos em 2014, já que a criação de municípios enfrenta a polêmica da divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Uma manifestação da UBDCNM está marcada para o dia 17 de dezembro, em Brasília.
Vocês esperavam que a proposta de criação de municípios fosse vetada integralmente?
Não. Essa proposta atendia os requisitos da vontade da presidente Dilma (Roussef). Nós queríamos comunidades com uma população de 5 mil. Mas a presidente não. Ela queria localidades com condições financeiras e plebiscito nas cidades envolvidas. No fim, depois de muita luta, chegamos à conclusão de que era melhor uma lei ruim do que não ter lei e aceitamos a proposta da presidente. Sabíamos que se houvesse mudanças no projeto, ela vetaria. Tanto que, na Câmara, tinha 23 alterações e conseguimos retirar 20 e depois convencemos o deputados a retirar as outras três. Sabíamos que, se não fosse assim, ia ser vetado. Agora, o governo faz um projeto desse, discutindo com a população, e ela veta sem mais nem menos. Não dá nem para discutir uma coisa dessa. Não tenho palavras para descrever.
Qual foi a sua reação ao receber a notícia de que a presidente Dilma tinha vetado o projeto?
A reação dos líderes foi de muita tristeza. Tínhamos a convicção de que esse projeto seria aprovado. Nós sabemos que a política é corrupta, desleal, mas não sabíamos que era nessa envergadura. Acreditamos que existem outros fatores que cooperaram para essa decisão.
Que fatores?
Ela não fez isso pelo povo, ela fez isso pela política. Perderia muitos votos por causa da divisão do FPM. Deixando todo o peso político nas costas de deputados e senadores fica melhor para ela.
Que tipo de conseqüências vocês preveem para as comunidades que esperam emancipação?
Continuarão em situação de abandono. Quem tem mais poder aquisitivo vai embora. Ficarão apenas os de menor poder aquisitivo e que, geralmente, sofrem mais porque não têm serviços de saúde, educação, segurança. Existem casos de emancipações desnecessárias, mas tem casos que são para ontem. Casos de urgência. E a única esperança de eles continuarem lá era a aprovação dessa proposta.
Que medidas vocês tomarão a partir de agora?
Nós teremos uma reunião com o (ex-presidente) Lula e estamos conversando com os deputados e senadores.
Por que com o Lula?
Apesar de ele não estar na presidência, tem contato com várias pessoas no Congresso. Ele tem um poder político que pode nos ajudar. Queremos colocar todo peso possível dentro do Congresso para derrubar este veto. Vamos reunir, em Brasília, representantes de todas as comunidades que buscam emancipação para pedir apoio. Se eles derrubarem o veto ganharão nosso apoio ano que vem. Estaremos na rua para apoiar os parlamentares que defenderem a nossa causa.
Que tipo de mobilização a entidade pretende fazer nos Estados?
Ainda estamos entrando em contato com os líderes. Começamos pelo facebook e pelo blog, convocando as lideranças (comunitárias), mas os representantes de cada Estado entram em contato com os líderes estaduais. Já está certo para nós estarmos em Brasília.
O senhor falou aos jornais que ia invadir o Congresso, será uma manifestação pacífica?
Quando a presidente vetou, o pessoal queria fechar a rodovia, fazer caravana. Tem líder que já está meio desequilibrado, mas estamos orientando que não façam nada porque, se a presidente chamar os parlamentares para não derrubar o veto, vai ‘quebrar nossas pernas’. Se houver algo nesse sentido (manifestação), não será com o nosso aval. Se fizermos algo que venha a denegrir a imagem da presidente, isso pode voltar contra nós. Tem que ser um trabalho ordeiro, inteligente. Nós precisamos dela porque, se ela estiver contra nós, nós perdemos.
Vocês acreditam que os senadores e deputados derrubarão este veto?
Acreditamos que sim. Eles já votaram a favor uma vez e vão votar de novo. Eles conhecem a situação de todas as comunidades e sabem que isso não vai prejudicar ninguém, muito menos o Estado e a União. A discussão em torno do FPM é menor que a necessidade dessas poucas comunidades abandonadas.
link.
http://www.d24am.com/noticias/politica/dirigente-da-uniao-em-defesa-de-novos-municipios-se-decepciona-com-veto-de-dilma/101302
Criação de Novos Municípios
LEI VETADA | Guido Mantega escreveu que criação de municípios poderia prejudicar a sustentabilidade fiscal do Brasil
Comissão quer ouvir ministro sobre veto
A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da da Amazônia aprovou na quarta-feira requerimento para convidar o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, a prestar esclarecimentos sobre os motivos
que o levaram a informar que “a criação de municípios seria uma medida que prejudicaria a sustentabilidade fiscal do Brasil”.
A argumentação apresentada pelo Ministério da Fazenda resultou no veto ao Projeto de Lei Complementar 416/08, do Senado, que regulamenta
os procedimentos para a criação, incorporação, fusão e desmembramento
de municípios, estabelecendo critérios como viabilidade financeira, população mínima e plebiscito do qual participaria toda a população. O
veto 505/13 foi publicado no último dia 14 pela Presidência da República.
O deputado que sugeriu a vinda do ministro, Giovanni Queiroz (PDT-
-PA), disse que quer ouvir explicações de como a criação de cerca de
100 ou 200 municípios impactaria negativamente na sustentabilidade
fiscal e na estabilidade macroeconômica do Brasil.
“A declaração é conflitante, principalmente com a prática do governo
de aumento expressivo do número de ministérios, e, consequentemente,
de cargos em comissão. De que modo a criação de municípios prejudicará
a economia se já existem gastos expressivos para a manutenção de
39 ministérios?”, questionou o deputado.
Despesas - A justificativa do ministério que resultou no veto da presidente Dilma Rousseff aponta ainda que a expansão do número de municípios no País resultaria em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura administrativa e representativa, e que esse crescimento
não seria acompanhado por receitas equivalentes.
Também ressalta que haveria maior fragmentação na repartição
dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que prejudicaria principalmente as cidades menores e com maiores dificuldades
financeiras. Ainda não há data marcada para a vinda do ministro.
Giovani Queiroz discorda de veto a projeto sobre novos municípios
O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) criticou o veto da Presidência
da República ao projeto de lei complementar que regula a criação
de municípios no Brasil. Segundo o parlamentar, não se criam municípios
no País há 17 anos, desde que uma emenda à Constituição exigiu
a iniciativa. “Conhecemos o interior e sabemos que os povoados de 15
mil habitantes já precisavam estar emancipados para que o poder público
mais próximo do cidadão pudesse atender anseios e demandas em
educação, saúde, transporte”, disse.
Giovani Queiroz informou que os dois menores municípios do País possuem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que estão entre os
melhores. Para o deputado, é preciso descentralizar a administração. “Na
Alemanha há municípios de 180, 200 habitantes. O país é a terceira maior
economia do mundo, com 12.356 municípios. A Alemanha tem uma
área territorial de quase 358 mil quilômetros quadrados, do tamanho de
São Paulo. Nós, com um território 25 vezes maior do que a da Alemanha,
temos apenas 5.600 municípios.”
Extraido do Jornal da Câmara Federal
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI DE CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS – 2013
EM MAIO
07/05/2013 - aprovação de
regime de urgência pela Câmara
O Plenário aprovou, por
399 votos a 19 e 1 abstenção, o regime de urgência para o Projeto de Lei
Complementar 416/08, do
Senado, que estabelece regras para a criação, a incorporação e o desmembramento
de municípios.
A votação do mérito do
projeto ficou para a próxima terça-feira (14), pois o texto ainda depende de
negociações devido à apresentação de emendas.
EM JUNHO
APROVAÇÃO PELA
CÂMARA EM 04.06.2013
A Câmara aprovou
nesta terça-feira (4) um projeto que regulariza a criação de 57 municípios e
abre brecha para outros 400 sejam criados. O Projeto de Lei Complementar (PLP)
416/08 estabelece normas para a criação, a incorporação, a fusão e o
desmembramento de cidades. Com a aprovação, o texto segue para o Senado pelas
modificações feita em plenário.
Na prática, a proposta abre caminho
para a criação de novos municípios, impedida por uma decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF) de 2008, que condiciona a liberação de novos entes
municipais à aprovação de uma lei complementar pelo Congresso.
EM
OUTUBRO
APROVAÇÃO NO SENADO
DIA 16.10.2013.
O Plenário do Senado
aprovou, nesta quarta-feira (16), o texto substitutivo aprovado pela Câmara dos
Deputados ao Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002, que estipula novas regras para a criação, incorporação,
fusão e desmembramento de municípios. O projeto, de autoria do senador
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovado com 53 votos a favor, 5 contrários e 3 abstenções.
EM
NOVEMBRO
VETO DA PRESIDENTE EM 12.11.2013
Comunico a Vossa Excelência que, nos
termos do § 1 do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por
contrariedade ao interesse público, o Projeto
de Lei n 98, de 2002 - Complementar (n 416/08 Complementar na Câmara dos
Deputados), que "Dispõe sobre o procedimento para a criação, a
incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, nos termos do § 4 do art. 18 da Constituição
Federal".
VETO
PRESIDENCIAL
Só
poderá vetar por 2 motivos:
1º-
Entender que o projeto de lei é inconstitucional;
2º-
Entender que o projeto de lei é contrário ao interesse público.
• Ao vetar, o Pres. Republica terá que
encaminhar, em 48 horas, os motivos do veto ao Presidente do Senado
• O Congresso, em sessão conjunta, tem
30 dias para apreciar o veto
• O veto poderá ser rejeitado pela
maioria absoluta
• Se o veto for mantido arquiva-se o
projeto de lei.
• Se o veto for rejeitado vai para o
Presidente da República promulgar.
• Se não promulgar em 48 horas vai para
o Presidente do Senado.
• Se não promulgar em 48 horas vai para
o Vice-Presidente da Câmara, que será OBRIGADO a promulgar o projeto de lei
Dilma veta projeto que regulamentava criação de municípios
14/11/2013 - 16h28 Sanções/Vetos - Atualizado
em 14/11/2013 - 16h28
Da Redação
A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente
Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002, que regulamentava a
criação de municípios. A proposta, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR),
foi aprovada no Plenário do Senado no dia
16 de outubro.
No despacho presidencial ao Congresso, publicado nesta
quinta-feira (14) no Diário Oficial da União, Dilma diz que a
proposta contraria “o interesse público”. O projeto foi devolvido ao presidente
do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que terá de colocar o veto para a
análise dos deputados e senadores.
Segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda
ponderou que a medida permitiria “a expansão expressiva do número de municípios
no país, resultando em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura
administrativa e representativa”. O ministério argumentou, ainda, que o
crescimento de despesas não seria acompanhado por receitas que permitissem a
cobertura dos novos gastos.
Além disso, os técnicos da área econômica destacaram que, com o
crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição
do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que prejudicaria
principalmente as cidades menores e com maiores dificuldades financeiras.
Com informações da Agência Câmara
PRESIDENTA DILMA VETA PROJETO LEI SOBRE CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS.
Senhor Presidente do Senado Federal
Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1 do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei n 98, de 2002 - Complementar (n 416/08 Complementar na Câmara dos Deputados), que "Dispõe sobre o procedimento para a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, nos termos do § 4 do art. 18 da Constituição Federal".
Ouvido, o Ministério da Fazenda manifestou-se pelo veto ao projeto de lei complementar conforme as seguintes razões:
"A medida permitirá a expansão expressiva do número de municípios no País, resultando em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura administrativa e representativa. Além disso, esse crescimento de despesas não será acompanhado por receitas equivalentes, o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica. Por fim, haverá maior pulverização na repartição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios - FPM, o que prejudicará principalmente os municípios menores e com maiores dificuldades financeiras."
Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram vetar o projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/61709381/dou-edicao-extra-secao-1-13-11-2013-pg-2
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
EMANCIPAÇÕES
CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS
Aumenta expectativa para emancipação de distritos
18.10.2013
Com a aprovação de projeto de lei complementar pelo Senado Federal, lideranças se mobilizam
Iguatu. Lideranças políticas e comunitárias favoráveis à emancipação de distritos no Interior do Estado comemoraram a aprovação na quinta-feira, pelo Senado Federal, de projeto de lei complementar que define novas regras para a criação de municípios. No Ceará, cerca de 30 distritos pleiteiam a independência, mas esse número pode ser reduzido porque há critérios mais rígidos a serem observados.
A emancipação é um sonho alimentado há mais de uma década por lideranças políticas, comunitárias e de parcelas da população dos distritos que se enquadram nos requisitos legais de população, renda e edificação de imóveis. Com a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto de lei complementar que regulamenta a matéria, as esperanças dos emancipacionistas foram renovadas.
Antes, porém, é preciso aguardar a decisão da presidente da República Dilma Rousseff que vai sancionar ou vetar o projeto, em um prazo de 15 dias. "Tenho certeza que a presidente Dilma Rousseff irá sancionar a lei, pois é fruto de um acordo e o texto aprovado manteve a proposta da Casa Civil da Presidência da República", disse o presidente da Comissão de Triagem, Elaboração de Projetos e Criação de Novos Municípios da Assembleia Legislativa, Luiz Carlos Mourão.
Os defensores das emancipações e da proposta aprovada anteontem no Senado Federal argumentam que projeto apresenta critérios mais rigorosos e, por isso, alguns distritos podem ficar fora do processo.
Segundo Mourão, a partir da sanção presidencial, o próximo passo no Ceará é aprovar emendas para adequar a lei estadual que trata das emancipações ao texto federal. "Há um consenso entre os deputados", observa. "O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Zezinho Albuquerque, vai reunir o colégio de líderes e acredito que as modificações serão aprovadas rapidamente", prevê.
Depois, os distritos poderão apresentar pedidos de abertura do processo de emancipação à Assembleia Legislativa com pelo menos 20% de assinatura dos eleitores de todo o município. Em seguida, será feito o Estudo de Viabilidade Municipal (EVM), que deverá ser concluído em um prazo de 180 dias. "Esse processo deve começar no início do próximo ano", observa Mourão. "Aqueles processos anteriores estão nulos e a lista dos distritos que querem emancipação com certeza será modificada porque os critérios agora são outros", alerta.
A lei federal estabelece que, preferencialmente, os plebiscitos sobre a emancipação deverão ser realizados em eleições nacionais e estaduais. É o caso de outubro de 2014. Para isso, todo o processo deve estar concluído até junho do próximo ano, para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) inclua quesitos na urna eletrônica. Os eleitores de todo o município serão consultados com o voto do "sim" ou "não" pela emancipação do distrito. É preciso metade mais um dos votos para a aprovação da proposta emancipacionista.
O EVM inclui levantamento atualizado do censo demográfico e dos indicadores econômicos e sociais dos distritos. O texto aprovado pelo Senado Federal prevê que o distrito deve ter, pelo menos, 8.781 habitantes e 651 unidades habitacionais aptas a receber famílias. Várias instituições públicas estaduais e federais participam do EVM.
A proposta da criação de novos municípios divide opiniões. Para os críticos, representará maior despesa pública, implantação de Prefeituras, de Câmaras Municipais, secretarias, empregos e possível favorecimento de políticos na região.
Já os que são favoráveis mostram argumentos históricos e citam exemplos de distritos que se emanciparam e demonstraram crescimento, como é o caso de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. "A maioria das emancipações deu certo. Houve um ganho para a região", observou Irineu Carvalho, consultor econômico e financeiro da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece).
Sem receita
O professor de Economia da Universidade Federal da Paraíba, Cristiano Oliveira, observa que a metade dos municípios brasileiros não tem receita própria e depende de repasses do FPM. "É preciso mais rigor na emancipação para evitar problemas futuros e favorecimento de lideranças políticas locais", disse. "Basta olhar para as pequenas cidades para ver a incapacidade de solucionar problemas básicos".
José Mourão prevê que haverá uma redução do número inicial de distritos que pretendem se emancipar. "É preciso alcançar os critérios da legislação, que está mais rigorosa", frisou.
Irineu Carvalho observa que a Lei de Responsabilidade Fiscal deverá ser observada. Nos casos em que a emancipação provocar perda de receita para o município mãe, causando aumento das despesas com pessoal acima do índice constitucional, o processo emancipacionista será inviável. "Há de se observar cada caso, mas o bolo financeiro a ser dividido entre os novos municípios é um só, do Estado", frisou Carvalho. "Alguns perderão receitas, mas perderão também população e área de investimentos que passam a ser de responsabilidade do ente recém-criado".
A Constituição Federal de 1988 concedeu poderes aos Estados para legislarem sobre a criação, incorporação, desmembramento e fusão de municípios. Entretanto, a Emenda Constitucional nº15, de 1996, retirou essa prerrogativa e previu que uma lei federal complementar iria regular a matéria. Somente agora, essa normal foi aprovada.
Mais informações
Assembleia Legislativa do Ceará
Comissão de Novos Municípios
Telefone: (85) 3277. 2735
Aprece
Telefone: (85) 4003.4006
HONÓRIO BARBOSAREPÓRTER
Gestores temem perda de receitas
Crato. A aprovação do projeto de lei complementar sobre criação de novos municípios não agradou alguns prefeitos do Cariri, de cidades onde há perspectivas de emancipação de distritos. Em Crato, por exemplo, a possibilidade do distrito de Ponta da Serra ser elevado à nova categoria gera preocupação à administração do prefeito Ronaldo Sampaio Gomes de Matos. Segundo o secretário de governo do município, Rafael Branco, a matéria deveria ter sido melhor debatida, nos municípios popularmente denominados como "mães".
Distrito de José de Alencar, em Iguatu, está entre os que pleiteiam tornar-se cidade, conforme processo encaminhado em 2010 FOTO: HONÓRIO BARBOSA
"A discussão precisa ser ampliada. Não basta ouvir a população que reside nos distritos que buscam sua emancipação. Nós defendemos que todos os demais distritos e, ainda, a zona urbana da cidade seja chamada para dizer se aprova ou não a emancipação de Ponta da Serra", defende o secretário.
Ele também aponta para possíveis perdas de receita que os município poderiam passar a sofrer a partir dos desmembramentos de distritos. "O distrito que for emancipado vai nascer com o bônus das arrecadações, enquanto que aqueles que já existem continuarão contabilizando o ônus das contas à pagar", avalia Rafael Branco.
A visão é divida pelo titular do setor de Controladoria da prefeitura de Missão Velha, Marcel Marinho. Embora procure esclarecer que em todo o município haja interesse na emancipação do distrito de Jamacaru, o secretário também levanta dúvidas de como ficarão os municípios sedes. "A emancipação é vista com bons olhos pela administração do prefeito Tardini. Todos em Missão Velha, na verdade, aprovam a emancipação de Jamacaru. É preciso, no entanto, discutir com maior profundidade os limites territoriais do distrito que pleiteia sua emancipação".
Marcel Marinho também defende a necessidade de um amplo estudo, por parte de governo federal, no sentido de que não haja perdas financeiras aos municípios sedes, a partir da elevação dos distritos. "Hoje Missão Velha recebe recursos do FPM baseados em uma população de cerca de 35 mil habitantes. A partir da emancipação de Jamacaru esse número de habitantes caí para cerca de 25 mil pessoas. Como é que vai ficar a questão dos recursos repassados pelo governo federal, através do FPM", questiona o secretário.
Já o prefeito de Mauriti, Evanildo Simão, avalia que não há o porquê dos municípios estarem receosos em relação a possíveis perdas de recursos. "O projeto aprovado pelo Senado é claro quando afirma que, no caso de serem criados prejuízos de grande monta aos municípios sedes, o distrito pleiteante perde qualquer condição de ser emancipado", informa o gestor.
Em relação às possíveis perdas de recursos destinados através do FPM, Simão ressalta que "com o desmembramento do distrito, o município passa a estar desobrigado da realização de quaisquer investimentos naquela região".
Na região Centro-Sul, houve queima de fogos nos distritos que querem virar cidade, após a divulgação da decisão do Senadro Federal. O vice-prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, luta pela emancipação do distrito de José de Alencar. "Agora estamos mais confiantes e acreditando que o nosso sonho está mais próximo de se concretizar", disse.
Os prefeitos de Jucás, Raimundo Luna, de Iguatu, Aderilo Alcântara e de Acopiara, Vilmar Félix, mostraram-se favoráveis à emancipação dos distritos. Os três asseguraram que a administração vai continuar investindo em obras e serviços públicos na área que poderá obter autonomia na região.
O vereador Francisco Sales, do distrito de São Pedro, observa que, em caso de emancipação, haverá um crescimento de receitas do FPM no somatório de Jucás e São Pedro. "O FPM de Jucás é R$ 1,8 milhão, em média. A Prefeitura ficará com receita de R$ 1,2 milhão e São Pedro com R$ 800 mil. A receita do FPM terá R$ 200 mil a mais".
ROBERTO CRISPIMCOLABORADOR
diáriodo nordeste

Crato. A aprovação do projeto de lei complementar sobre criação de novos municípios não agradou alguns prefeitos do Cariri, de cidades onde há perspectivas de emancipação de distritos. Em Crato, por exemplo, a possibilidade do distrito de Ponta da Serra ser elevado à nova categoria gera preocupação à administração do prefeito Ronaldo Sampaio Gomes de Matos. Segundo o secretário de governo do município, Rafael Branco, a matéria deveria ter sido melhor debatida, nos municípios popularmente denominados como "mães".

"A discussão precisa ser ampliada. Não basta ouvir a população que reside nos distritos que buscam sua emancipação. Nós defendemos que todos os demais distritos e, ainda, a zona urbana da cidade seja chamada para dizer se aprova ou não a emancipação de Ponta da Serra", defende o secretário.
Ele também aponta para possíveis perdas de receita que os município poderiam passar a sofrer a partir dos desmembramentos de distritos. "O distrito que for emancipado vai nascer com o bônus das arrecadações, enquanto que aqueles que já existem continuarão contabilizando o ônus das contas à pagar", avalia Rafael Branco.
A visão é divida pelo titular do setor de Controladoria da prefeitura de Missão Velha, Marcel Marinho. Embora procure esclarecer que em todo o município haja interesse na emancipação do distrito de Jamacaru, o secretário também levanta dúvidas de como ficarão os municípios sedes. "A emancipação é vista com bons olhos pela administração do prefeito Tardini. Todos em Missão Velha, na verdade, aprovam a emancipação de Jamacaru. É preciso, no entanto, discutir com maior profundidade os limites territoriais do distrito que pleiteia sua emancipação".
Marcel Marinho também defende a necessidade de um amplo estudo, por parte de governo federal, no sentido de que não haja perdas financeiras aos municípios sedes, a partir da elevação dos distritos. "Hoje Missão Velha recebe recursos do FPM baseados em uma população de cerca de 35 mil habitantes. A partir da emancipação de Jamacaru esse número de habitantes caí para cerca de 25 mil pessoas. Como é que vai ficar a questão dos recursos repassados pelo governo federal, através do FPM", questiona o secretário.
Já o prefeito de Mauriti, Evanildo Simão, avalia que não há o porquê dos municípios estarem receosos em relação a possíveis perdas de recursos. "O projeto aprovado pelo Senado é claro quando afirma que, no caso de serem criados prejuízos de grande monta aos municípios sedes, o distrito pleiteante perde qualquer condição de ser emancipado", informa o gestor.
Em relação às possíveis perdas de recursos destinados através do FPM, Simão ressalta que "com o desmembramento do distrito, o município passa a estar desobrigado da realização de quaisquer investimentos naquela região".
Na região Centro-Sul, houve queima de fogos nos distritos que querem virar cidade, após a divulgação da decisão do Senadro Federal. O vice-prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, luta pela emancipação do distrito de José de Alencar. "Agora estamos mais confiantes e acreditando que o nosso sonho está mais próximo de se concretizar", disse.
Os prefeitos de Jucás, Raimundo Luna, de Iguatu, Aderilo Alcântara e de Acopiara, Vilmar Félix, mostraram-se favoráveis à emancipação dos distritos. Os três asseguraram que a administração vai continuar investindo em obras e serviços públicos na área que poderá obter autonomia na região.
O vereador Francisco Sales, do distrito de São Pedro, observa que, em caso de emancipação, haverá um crescimento de receitas do FPM no somatório de Jucás e São Pedro. "O FPM de Jucás é R$ 1,8 milhão, em média. A Prefeitura ficará com receita de R$ 1,2 milhão e São Pedro com R$ 800 mil. A receita do FPM terá R$ 200 mil a mais".
ROBERTO CRISPIMCOLABORADOR
diáriodo nordeste

quarta-feira, 23 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Plenário do Senado aprova novas regras para criação de municípios
O Plenário do Senado aprovou, nesta
quarta-feira (16), o texto substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados ao
Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002, que estipula novas regras para a criação,
incorporação, fusão e desmembramento de municípios. O projeto, de autoria do
senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovado com 53 votos a favor, 5
contrários e 3 abstenções.
O relator da matéria na Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Valdir Raupp (PMDB-RO),
apresentou requerimento para votar em separado dois incisos que, explicou,
proíbem a criação de municípios em áreas indígenas, de preservação ambiental e
da União. As modificações, ressaltou, foram frutos de negociação com as
lideranças do governo. O projeto segue agora para a sanção presidencial.
Durante a discussão da proposta em
Plenário, o autor disse que a imprensa tem feito uma leitura equivocada do
projeto, ao dizer que ele irá aumentar os gastos públicos. Mozarildo afirmou
que, caso a lei que propôs estivesse em vigor há dez anos, 2,8 mil municípios
não teriam sido criados. Lembrou que, pela primeira vez, é exigido um estudo de
viabilidade tanto do município a ser criado quanto do que será desmembrado.
O substitutivo da Câmara condiciona a
criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios à realização de
Estudo de Viabilidade Municipal (EVM) e de plebiscito junto às populações dos
municípios envolvidos. Com a nova lei, as assembleias legislativas do país
voltam a examinar a criação de novos municípios, o que não ocorria há 17 anos.
Como reação à excessiva multiplicação
de entes federativos municipais em passado recente, alguns sem as mínimas
condições econômicas de funcionamento, o Congresso Nacional aprovou a Emenda
Constitucional nº 15, de 1996, que interrompeu a chamada “farra dos
municípios”. O projeto de Mozarildo visa regulamentar essa emenda.
O parecer da CCJ ao substitutivo
aprovado pela Câmara concorda com todas as alterações e acréscimos da daquela
Casa ao projeto original, exceto em relação aos destaques já citados. Para a
instalação de municípios em áreas de propriedade da União, de suas autarquias e
fundações será necessário uma prévia autorização da União.
Principais tópicos
Entre outros pontos, a proposta
estabelece:
- a criação, incorporação, fusão ou
desmembramento só poderá ocorrer no período compreendido entre a posse do
prefeito até o último dia do ano anterior ao pleito municipal;
- qualquer uma dessas ações terá
início mediante requerimento endereçado à respectiva assembleia legislativa. O
requerimento deverá ser subscrito por 20% dos eleitores residentes na área
geográfica diretamente afetada, no caso de criação ou desmembramento, ou 10%,
no caso de fusão ou incorporação;
- o cadastro do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) será a base de cálculo para o número de eleitores necessários à
admissibilidade dos requerimentos de alteração de fronteiras
político-administrativas;
- tanto o município a ser criado
quanto o município preexistente terão de ter população igual ou superior ao
mínimo regional. O substitutivo propõe as regras para esse cálculo, uma para
Norte e Centro-Oeste, outra para Nordeste e outra para Sul e Sudeste;
- o número mínimo de imóveis
existentes no núcleo urbano do novo município deverá abrigar pelo menos 20% das
famílias residentes no núcleo urbano original;
- os pré-requisitos populacional e
imobiliário serão indispensáveis para a realização do EVM;
- o estudo de viabilidade deverá
abordar as viabilidades econômico-financeira, político-administrativa,
socioambiental e urbana, tanto do município preexistente quanto do município a
ser criado;
- a viabilidade econômico-financeira
envolverá receitas de arrecadação própria, receitas de transferências federais
e estaduais, despesas com pessoal, custeio e investimentos, dívidas vencíveis e
restos a pagar e resultado primário, relativos aos três anos anteriores ao da
realização do EVM, além de serem atestados pelo tribunal de contas competente;
- o EVM também deverá conter
estimativas de receitas e despesas referentes à possibilidade do cumprimento de
aplicação dos mínimos constitucionais em educação e saúde, como também a outros
“serviços públicos de interesse local” e ao cumprimento da Lei de
Responsabilidade Fiscal;
- a viabilidade
político-administrativa envolverá estimativas sobre o número de vereadores do
futuro município e o número de servidores necessários para os Poderes Executivo
e Legislativo municipais;
- a viabilidade socioambiental e
urbana deverá conter levantamento dos passivos e dos potenciais impactos
ambientais;
- são criadas diretrizes para o
estabelecimento dos limites geográficos dos municípios, que deverão ser
preferencialmente estabelecidos por acidentes físicos, naturais e/ou
artificiais;
- a viabilidade socioambiental também
abordará redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário e de manejo de
águas pluviais; perspectiva de crescimento demográfico; estimativa de
crescimento da produção de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos de indústrias
e residências; percentual de unidades de conservação e de áreas indígenas,
quilombolas ou militares e proposta de compartilhamento dos recursos hídricos e
da malha viária comum;
- o EVM deverá ser realizado no prazo
de 180 dias e terá validade de 24 meses após sua conclusão;
- a Assembleia Legislativa terá de
dar ampla divulgação ao EVM por 120 dias, inclusive pela internet, diário
oficial estadual e jornal de grande circulação, e realizar pelo menos uma
audiência pública em cada um dos núcleos urbanos envolvidos, para
esclarecimento da população. Qualquer pessoa física ou jurídica poderá pedir a
impugnação do EVM nesse prazo, caso verifique desrespeito às regras. As
eventuais impugnações serão decididas pela assembleia legislativa;
- depois de aprovado e homologado o
EVM, a assembleia pedirá ao Tribunal Regional Eleitoral a realização do
plebiscito para consultar as populações dos municípios envolvidos. O plebiscito
ocorrerá, preferencialmente, junto às eleições seguintes;
- se o plebiscito for pela rejeição,
ficará vedada a realização de novo plebiscito para o mesmo fim no prazo de dez
anos;
- se o plebiscito for pela aprovação,
a assembleia votará projeto de lei definindo nome, sede, limites geográficos,
comarca judiciária, limites dos respectivos distritos e forma de absorção e
aproveitamento de servidores públicos;
- não poderá ser criado município com
nome idêntico ao de outro que já exista;
- depois de aprovada a lei estadual,
a eleição de prefeito, vice-prefeito e vereadores ocorrerá no pleito municipal
imediatamente subsequente. A instalação do município se dará com a posse dos
eleitos;
- também há um rol de providências a
serem tomadas pela prefeitura e pela câmara municipal após a posse de seus mandatários,
como a execução orçamentária e a organização administrativa. O novo município
também deverá indenizar o município de origem pelas dívidas contraídas para a
execução de investimentos em seu território.
Discussão
Vários outros senadores se manifestaram
durante a discussão da proposta. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a
designação de relator, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ),
para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 509/2011, de sua autoria, que determina, entre outros, que
toda a população do estado seja ouvida em plebiscito para a criação de novos
municípios.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) elogiou
o texto, que estipula critérios claros para a criação de novos municípios,
tendo citado o limite mínimo de 12 mil habitantes. Já o senador Inácio Arruda
(PCdoB-CE) afirmou que a proposta traz regras mais rígidas para a criação dos
novos municípios.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA)
disse que a proposta fará com que se garanta efetivamente um processo que leve
em conta a capacidade econômica e financeira de cada município a ser criado.
Estimou que não mais de duas dezenas de distritos estejam hoje em condição de
se emancipar.
O senador Blairo Maggi (PR-MT)
lembrou que muitos distritos mato-grossenses ficam a mais de 400 quilômetros da
sede de seus municípios. Para ele, é inconcebível que os parlamentares deixem
perdurar uma situação como essa. O senador Humberto Costa (PT-PE) concordou que
a proposta supre uma lacuna na legislação.
O senador Sérgio Souza (PMDB-PR)
afirmou que a vida dos cidadãos nos municípios desmembrados no Paraná melhorou
muito, sem que tenha havido o temido aumento de impostos.
O senador Mário Couto (PSDB-PA)
informou que o distrito de Castelo dos Sonhos dista 1.100 quilômetros da sede
do município de Altamira. O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) também comentou as
inconcebíveis distâncias de distritos paraenses das sedes de seus municípios.
Também manifestaram apoio à proposta,
ao autor e ao relator os senadores Lúcia Vânia (PSDB-GO), Gim (PTB-DF), Eduardo
Amorim (PSC-SE), Osvaldo Sobrinho (PTB-MT), Wellington Dias (PT-PI) e Antonio
Carlos Valadares (PSB-SE).
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Aprovada urgência para projeto que regulamenta criação de municípios
07/05/2013 - 19h53
Agencia Senado
O Plenário aprovou, por 399 votos a 19 e 1 abstenção, o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar 416/08, do Senado, que estabelece regras para a criação, a incorporação e o desmembramento de municípios.
Íntegra da proposta:
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
Edição – Pierre Triboli
Câmara aprova regras para criação de municípios
Pela proposta, pelo menos 10% dos eleitores da região devem apoiar o surgimento de uma nova cidade. Cada uma deve nascer com uma população mínima, dependendo da região do país
POR MARIO COELHO | 04/06/2013 23:20 CATEGORIA(S): MANCHETES, NOTÍCIAS |

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Com pressão das galerias, deputados aprovaram projeto da criação de cidades
Na prática, a proposta abre caminho para a criação de novos municípios, impedida por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2008, que condiciona a liberação de novos entes municipais à aprovação de uma lei complementar pelo Congresso. Naquele ano, o Supremo ameaçou extinguir 57 municípios criados após 1996, quando foi aprovada uma emenda à Constituição que restringia a criação desenfreada de novas cidades.
A proposta regulamenta o parágrafo 4º do artigo 18 da Constituição Federal. O trecho estabelece que a criação, incorporação, fusão e o desmembramento de municípios vão ocorrer por lei complementar e dependem de consulta prévia á população atingida. A redação do trecho da Carta Magna foi aprovada em 1996. Desde então, não existe lei para regulamentar as novas cidades.
Pela proposta, para criar um município primeiro deve se conseguir o apoio de 10% dos eleitores da região. Depois, precisa de um estudo de viabilidade para indicar se é possível ou não criar a cidade. Caso a análise seja aprovada, a Assembleia Legislativa autoriza a realização do plebiscito.
Pela proposta aprovada, os novos municípios precisam nascer com uma população mínima – 12 mil habitantes se localizado nas regiões Sul e Sudeste; 8,5 mil, na região Nordeste, e 6 mil, nas regiões Centro-Oeste e Norte. O eleitorado deverá ser superior à metade de seus habitantes.
Para acelerar a votação da matéria, e evitar que ela voltasse para mais uma análise do Senado, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez um apelo aos líderes que emendas e destaques fossem retirados. Inicialmente eram 25. No fim, sobraram seis. Destes, cinco foram rejeitados pelos deputados em plenário. O aprovado retirou do texto a proibição de desmembrar cidades que estejam sediadas totalmente ou parcialmente em terras da União, como áreas de marinha ou reservas indígenas, por exemplo.
Pressão
O texto base aprovado, com 319 votos favoráveis, 32 contrários e duas abstenções, deu uma mostra do apoio que os municipalistas tiveram em plenário. Na tribuna, a maior parte dos parlamentares discursou para a platéia presente. “[O projeto] é fundamental para que nós possamos corrigir desigualdades. Para as pessoas que moram em distritos a única perspectiva é a emancipação”, disse o deputado João Ananias (PCdoB-CE).
“Não é um projeto liberou geral”, disse o deputado Lira Maia (DEM-PA). Já Giovani Cherini (PDT-RS) ponderou que a proposta não é boa. No entanto, o pedetista acredita que é melhor ter uma norma do que nenhuma. “Hoje mesmo já voi começar a trabalhar pela mudança da lei. Não se entusiasmem tanto”, afirmou.
O Psol foi o único partido a se posicionar contra. Para os deputados da legenda, os critérios para criação de municípios deveria ser mais rígido do que o proposto. Chico Alencar (RJ) ressaltou que, das 5,5 mil cidades brasileiras, 88% delas têm débito com a Previdência Social. E 60% não conseguem levar seus resíduos para aterros sanitários.
“O Psol defende sim que haja a possibilidade de criação de novos municípios
mas os critérios têm que ser rigorosos”, disse Chico. O líder do partido, Ivan Valente (SP), acrescentou que aproximadamente 2,5 mil cidades vivem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “O que vai ocorrer é a repartição da miséra, não há recursos novos”, afirmou.
mas os critérios têm que ser rigorosos”, disse Chico. O líder do partido, Ivan Valente (SP), acrescentou que aproximadamente 2,5 mil cidades vivem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “O que vai ocorrer é a repartição da miséra, não há recursos novos”, afirmou.
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